Texto

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Quando a gente ama, se encanta, vê poesia em qualquer papel, seja em branco ou não. Quando a gente ama, a gente se encontra em qualquer pedaço perdido, a gente se enxerga em qualquer espelho ou em qualquer reflexo que venha a nos dar a impressão de ser alguém. Quando a gente ama, aceitamos e preenchemos qualquer espaço vazio, sombrio, prestando ou não, conveniente ou não. Quando a gente ama, a gente se se joga de uma altura em que o chão parece pequeno a todo esse amor continua dentro de um só coração. E que possivelmente, quem ama, tenha dois corações… Porque em um só não cabe. Quando a gente ama, qualquer música vira melodia para o amor, qualquer ritmo vira motivo de dança e qualquer timbre se parece com o do que a gente ama. Quando a gente ama, mais do que encanta, a gente se perde e se reencontra em cada simples parte do outro. Quando a gente ama, felicidade tem nome, sobrenome e uma casa. Quando a gente ama, qualquer caminho é válido quando o destino é somente um: chegar pertinho um do outro. Quando a gente ama, a gente exclui a possibilidade de dar errado, porque com tanto amor, é impossível tudo murchar. Mas por obra do destino, às vezes murcha. Quando a gente ama, a gente vive uma vida jamais imaginada, sendo ela esperada ou não, a gente aceita, porque embora não tenha sido isso o que a gente esperava, embora isso não caiba muito bem, embora seja ruim, é pior ficar sem. Quando a gente ama, cada centímetro é imenso. Quando a gente ama, cada km é pequeno demais para o que se tem. Quando a gente ama, a gente escreve todos os dias. A inspiração vem e a imaginação aflora. Quando a gente ama, não falta amor e sentimento para criar um texto. Mas quando a gente sente saudade, não há texto que supra qualquer tipo de sentimento ainda existente. Quando a gente sente saudade, não há vazio que se iguale ao que a gente tem. Quando a gente sente saudade, é tristeza e fossa na certa. Quando a gente sente saudade, são noites em claro, com a esperança de que haja uma volta, mas sem a certeza. Quando a gente sente saudade, a gente se entrega de bandeja a solidão. Quando a gente sente saudade, a gente se embrulha e se envia para a insegurança. Quando a gente sente saudade, não há criatividade, inspiração, motivação que faça um texto ter tanto sentimento quanto um texto escrito com amor. Quando a gente sente saudade, texto nenhum encanta de um jeito doce, só se encaixa em vários peitos. Quando a gente sente saudade, a gente empaca no caminho e finge acreditar que ali é o fim. Mas não é! Quando a gente sente saudade, a gente percebe que ao invés de dois, tenho só um coração. E que independente do outro, ele ainda bate. E muito! Esteja ele sozinho ou não. Quando a gente sente amor, o texto tem ponto final, é aquilo e exatamente aquilo que se sente. Mas quando a gente sente saudade, o texto acaba em reticências, só para demonstrar a esperança que a gente ainda tem…
— Alugue Felicidade. 

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